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sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

SS076. Manhattan

Manhattan... 
É uma ilha. Apenas isso. Mas é uma ilha que constitui toda Nova Iorque; ou quase toda, para sermos mais exatos. No entanto, se o coração de qualquer ser vivo é a sua víscera vital, a que lhe dá alento e existência, Manhattan é em si a própria vida desse gigante de cimenta, pedra, tijolo, ferro e aço que é Nova Iorque. Porque Nova Iorque não é apenas uma cidade, não é um aglomerado de enormes edifícios, não é uma rede inextricável e labiríntica de avenidas, ruas e jardins. É uma coisa que vive, que palpita, que existe. E que, por consequência, sabe viver intensamente cada segundo, cada minuto da sua já longa existência. Por isso mesmo, o seu coração é a fundamental. Dele brota o sangue que lhe flui pelas veias, o ar que respiram os seus pétreos pulmões. Manhattan é tudo isso. 
 Jenny era uma morenita, apenas uma morenita insignificante, quando chegou a Nova Iorque. Dizia-se dela que tinha boa figura; que era linda e agradava aos homens. Mas isso nunca seria o bastante. Assim, pintou os cabelos de louro platinado. Usou roupas elegantíssimas e gastou muito para melhor chamar á atenção do próximo — o próximo do sexo masculino. 
 A verdade é que Jenny foi alguém na sua esfera. Agora... está morta. Morta por estrangulamento, com uma meia de «nylon» enroscada em volta do seu formoso pescoço. Jaz no Depósito de Cadáveres, na Morgue, coma diz a maior parte das pessoas. 
Um assassínio vulgar, um crime como tantos outros desse Manhattan onde milhões de seres vivem as suas vidas por trás das janelas dos grandes edifícios que, como olhos abertos na irisada noite da enorme cidade, oferecem os seus insignificantes quadros de luz, pontinhos minúsculos numa sinfonia fabulosa. 
Este relato começa precisamente quando Jenny Lamont foi estrangulada; quando o seu corpo formoso e o seu rosto belo, divulgados por milhares de revistas ilustradas, passaram a ser apenas um caso mais nos arquivos de Polícia da gigantesca cidade.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

SS012. Morrer não custa...

Esta novela conduz-nos aos primórdios da Revolução Chinese e descreve todo um conjunto de ações de agentes secretos coordenados pelas potencias ocidentais no sentido de contrariar os objetivos dos rebeldes, neste caso paricular procurando libertar um militar que tinha elaborado os planos para algo de importante e que eles mantinham em cativeiro. 
Entre estes agentes destaca-se uma mulher que conseguia ter acesso aos altos comandos revolucionários e cuja frieza levou a que abatesse um agente ocidental para este não falar. 
Esta obra de Mark Halloran, apesar de enfermar de todos os preconceitos relativamente aos objetivos dos revolucionários, tem um fio condutor interessante e parece-nos bem narrada, tendo sido publicada na Coleção Serviço Secreto da Agência Portuguesa de Revistas na primeira metade da década de 50.

Nota: o aspeto pode não ser exatamente o original pois o texto, depois de integralmente digitalizado, foi sujeito a reconhecimento ótico o que levou a uma paginação um pouco diferente

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

SS082. Mais bala, menos bala

Quando Glenn Madox, na sequência de uma curta separação da sua mulher, foi jantar com um tio que só conheceu nessa altura, viu-se envolvido num grave conflito entre grupos que controlavam o negócio ilícito de apostas de corridas de cavalos. 
E o pobre arquitecto não teve sossego, sempre a ser agredido por um ou outro grupo ou a ser obrigado a levar presentes armadilhados ao grupo rival. Até alguns elementos policiais colaboravam com estas mafias. 
Enfim, com um pouco de sorte e ajuda de uma cantora que estava associada a um dos cabecilhas, lá conseguiu escapar e contribuir para a sociedade se livrar de mais uns indivíduos perniciosos.
Quanto à narrativa de Debry, confessamos que esperávamos um pouco mais.

quinta-feira, 23 de novembro de 2023

SS085. Curvas Perigosas

Imagina o que é ir a conduzir na noite escura, em estrada assinalada por curvas perigosas e, de repente, avistar um vulto no chão à frente do seu carro? 
E se o vulto for uma loira alcoolizada, cheia de notas de banco, detentora de uma arma, a quem presta assistência? 
Isso aconteceu ao jornalista Eddie Kingsby que, depois de ter encaminhado a pequena para uma estação de autocarros, veio a deparar com um cadáver na mala do seu carro. 
A partir daí foi monumental sarilho que desaguou em negócio de armas, magistralmente descrito por Donald Curtis no número 85 da Coleção Serviço Secreto da APR.

Nota: como notarão facilmente, a Coleção Serviço Secreto é contemporânea da Coleção Bisonte, chegando a própria APR a fazer confusão com os títulos editados por uma e outra o que é visível na página 4 desta publicação.